Postado por ambientalceara-qas-wp-admin em 17/jun/2026 -
Com equipes dedicadas à identificação de ligações irregulares de águas pluviais na rede de esgoto, profissionais da Parceria Público-Privada Cagece e Ambiental Ceará já visitaram mais de 7.900 residências apenas no primeiro trimestre de 2026.
A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), em parceria com a Ambiental Ceará, vem intensificando ações de orientação à população sobre a destinação correta das águas pluviais e do esgoto doméstico. A iniciativa busca prevenir sobrecargas na rede de esgotamento sanitário, especialmente durante o período chuvoso, contribuindo para a eficiência operacional do sistema e para a qualidade dos serviços prestados à população.
Somente no primeiro trimestre de 2026, equipes da parceria visitaram 7.975 residências nos municípios de Fortaleza, Caucaia e Horizonte para identificar e orientar moradores sobre ligações irregulares de águas de chuva na rede de esgoto. Durante as ações, foram identificadas 1.128 ocorrências desse tipo de conexão inadequada.
A prática, embora muitas vezes realizada por desconhecimento, pode comprometer o funcionamento do sistema de esgotamento sanitário. Isso porque a infraestrutura foi projetada para receber exclusivamente os efluentes domésticos provenientes de pias, chuveiros e vasos sanitários. Já a água da chuva deve ser direcionada para o sistema de drenagem urbana.
Para identificar as irregularidades, as equipes utilizam testes de fumaça e corante, métodos seguros e sem impactos ambientais que permitem verificar a existência de conexões indevidas entre os sistemas. Além do trabalho técnico, a ação tem caráter educativo, levando informações à população sobre a importância da separação correta das tubulações.
Atualmente, as atividades estão concentradas principalmente nos municípios de Fortaleza, Caucaia e Horizonte, localidades que registram maior incidência de sobrecargas na rede durante a quadra chuvosa. Em Fortaleza, uma das áreas prioritárias das ações é o bairro Vicente Pinzón, na região do Riacho Maceió e da Avenida Beira-Mar. No local, foram identificadas 612 ligações irregulares de águas pluviais à rede de esgoto.
Para a coordenadora de Interação Social da Cagece, Sâmia Andrade, levar educação ambiental e informação para a população é fundamental para o fortalecimento das ações de saneamento. “A educação sanitária é uma importante aliada na construção de cidades mais sustentáveis. Por meio dessas ações de orientação, aproximamos a população do tema saneamento e mostramos como atitudes simples, como a correta destinação da água da chuva, podem gerar benefícios coletivos, contribuindo para o bom funcionamento dos sistemas e para a promoção da saúde pública”, afirma.

A correção dessas situações contribui para reduzir riscos de extravasamentos e melhorar o desempenho da infraestrutura sanitária, principalmente em períodos de chuvas intensas. Quando identificam ligações irregulares, as equipes orientam os moradores sobre a necessidade de adequação das instalações hidráulicas. As informações também são encaminhadas aos órgãos competentes para as providências cabíveis.
O diretor-executivo da Ambiental Ceará, Fábio Arruda, reforça a importância da iniciativa. “Nosso objetivo é reduzir os impactos gerados por essas conexões irregulares, que sobrecarregam uma infraestrutura que não foi projetada para receber água da chuva. Ao corrigir essas situações, evitamos transtornos à população, protegemos a saúde pública, preservamos a infraestrutura e contribuímos diretamente para a qualidade ambiental das nossas cidades”, explica.
A Cagece reforça que a participação da população é essencial para o bom funcionamento dos sistemas de saneamento. A correta destinação das águas pluviais contribui para a preservação da infraestrutura, a melhoria da prestação dos serviços e a promoção da saúde pública e da qualidade de vida nas cidades cearenses.
Postado por ambientalceara-qas-wp-admin em 08/jun/2026 -
Entre as principais práticas adotadas pela companhia, empresa da Aegea, maior grupo de saneamento privado do Brasil, destacam-se o reuso de areia retirada de processo de tratamento de esgoto e a criação de acessórios a partir de fardamentos danificados.
O esgotamento sanitário está entre os serviços essenciais com maior influência na qualidade de vida da população, reduzindo a incidência de doenças de veiculação hídrica e a proliferação de pragas, como ratos e baratas. É também um dos maiores mecanismos de defesa da natureza, pois onde existe a disponibilidade desse serviço há proteção contra a poluição das águas por despejo direto de esgoto bruto em rios, lagoas açudes e mares.
Operando no Estado do Ceará desde 2023, quando venceu contrato de Parceria Público Privada com a Cagece, a Ambiental Ceará, empresa do grupo Aegea, está ampliando o impacto ambiental gerado pela atuação da marca a partir de práticas de sustentáveis, especialmente as de economia circular. Umas dessas ações ocorre na Estação de Pré-Condicionamento de Esgoto (EPC), em Fortaleza, responsável por tratar mais de 70% do esgoto gerado na capital cearense.
Desde novembro de 2025, a empresa realizou o reaproveitamento de 400 toneladas de areia retiradas do processo de tratamento de esgoto na EPC. O resíduo é retirado na etapa pré-liminar, enviado para Central de Beneficiamento onde passa por etapas de secagem e de tratamento para descontaminação. Por fim, são realizadas análises de laboratório para a comprovação de que o material está propenso ao reuso em obras e serviços diários da própria empresa, enquadrando-se nas normas técnicas para utilização em serviços de saneamento e construção. Com a prática, a empresa passou a suprir a demanda de areia, antes destinada a aterro sanitário, na sua operação da capital e em cidades atendidas da região metropolitana.

“Atuar de maneira sustentável é um compromisso da Ambiental Ceará desde a sua fundação. Entendemos que isso precisa ir além da coleta e do tratamento do esgoto, tornando-se parte concreta do nosso dia a dia operacional. O reuso da areia integra esse movimento, ao permitir o reaproveitamento de um resíduo que anteriormente seria destinado a aterros sanitários”, afirma o diretor executivo da Ambiental Ceará, Fábio Arruda.
A lógica de reaproveitamento também se estende a outras frentes da operação, como o destino de uniformes antigos da empresa. Em parceria com a ONG Mamãe Margarida, que reúne artesãs do bairro Salesianos, em Juazeiro do Norte, os fardamentos em desuso passam a integrar um novo ciclo de produção, sendo transformados em mochilas, bolsas e cordões para crachá. A iniciativa conecta sustentabilidade ambiental à geração de renda e fortalecimento social, ampliando o alcance das ações de governança da companhia.

Com quase 50 anos de atuação, a instituição recebe os uniformes, que antes passam por um processo de lavagem, custeado pela empresa, para garantir condições adequadas de manuseio. Cerca de 3 mil conjuntos já foram destinados às artesãs desde o início da parceria em 2025, além da recuperação das máquinas de costura utilizadas no processo de confecção dos novos materiais. A partir dessa ação, centenas de novos produtos foram confeccionados, como bolsas e cordões de crachás, sendo que 70% permanecem com as artesãs, contribuindo diretamente para a geração de renda e a manutenção das atividades da ONG, enquanto o restante retorna para uso da própria empresa.
Ao integrar iniciativas ambientais e sociais em sua operação, a Ambiental Ceará reafirma o compromisso com práticas sustentáveis e com a melhoria da qualidade de vida da população. “Atuar com sustentabilidade é uma premissa da Aegea e de todas as unidades que integram o grupo. Por isso, nossas equipes estão diariamente em busca de projetos e práticas capazes de ampliar a nossa atuação nesse campo”, destaca o diretor-presidente da Ambiental Ceará, André Bicca.