Arquivo de julho 29America/Sao_Paulo 2026
Postado por [email protected] em 29/jul/2026 -
Iniciativa da Ambiental Ceará mobiliza mais de 2.400 lideranças comunitárias para aproximar moradores do saneamento e estimular a ligação dos imóveis ao sistema de esgoto disponível
“Eu queria resolver a ligação da minha casa à rede de esgoto há uns dois anos. Foi a Laurinete quem me explicou tudo e me ajudou”. O relato da moradora Cleudilene Silva, do bairro Barroso, em Fortaleza, representa um desafio que vai muito além da implantação de obras de saneamento. Embora mais de 324 mil imóveis, nas 24 cidades atendidas pela Ambiental Ceará, já tenham infraestrutura disponível para conexão ao sistema de esgotamento sanitário, muitos moradores ainda não realizaram a interligação.
Para aproximar esse diálogo das comunidades, a Ambiental Ceará, empresa do Grupo Aegea, desenvolve o Programa Afluentes. A iniciativa reúne moradores e lideranças comunitárias em ações de escuta como as rodas de conversa, visitas domiciliares, encaminhamentos às demandas locais, educação ambiental e orientação sobre os benefícios do esgotamento sanitário, fortalecendo a confiança entre a população e a empresa.
Desenvolvido pela área de Responsabilidade Social da Ambiental Ceará, o programa identifica moradores engajados em suas comunidades e os aproxima das ações em prol da universalização do saneamento. Atualmente, mais de 2.400 pessoas participam da iniciativa nas 24 cidades atendidas.
Lideranças que transformam informação em ação
Com isso, os Afluentes, como são chamados, tornaram-se verdadeiros agentes de transformação do saneamento em suas localidades, contribuindo com o aumento de adesão à rede. Um desses exemplos é a Laurinete Sales, moradora do Conjunto Sítio Estrela, no bairro Barroso, em Fortaleza. A líder comunitária foi quem orientou a sua vizinha e amiga, Cleidiane Silva, sobre como interligar a casa ao sistema de esgoto.
“O que a gente entende nessas conversas é que não tem como viver em uma casa sem o esgoto estar indo para o lugar certo. A ajuda da Laurinete foi muito importante para me ajudar a resolver e, hoje, graças a Deus está tudo certinho aqui em casa”, relata Cleudilene Silva que desde fevereiro deste ano está com sua casa interligada ao sistema de esgotamento sanitário.
Para a líder comunitária, Laurinete Sales, ao entender melhor sobre os benefícios do serviço de esgoto, ela consegue ajudar mais o seu bairro. “Eu sempre lutei muito pela nossa comunidade e com essas conversas a gente passou a olhar e a entender melhor sobre o quanto é bom para nossa saúde ter o saneamento. Vejo que todos aqui estão mais abertos ao diálogo”, enfatiza.
A diretora de Relações Institucionais da Ambiental Ceará, Águeda Muniz, reforça que esse diálogo com a comunidade é parte essencial da transformação social promovida pelo saneamento. “Os Afluentes são esse importante elo de ligação entre as demandas das comunidades e as ações que a Ambiental Ceará vem realizando, desde levar informações das nossas obras até a sensibilização de onde já tem rede disponível para que seus vizinhos possam se conectar”, explica.
Conexão Afluentes
Outra iniciativa de mobilização comunitária, desenvolvida pela Ambiental Ceará, é o projeto Conexão Afluentes, que vai viabilizar a interligação de imóveis de padrão básico, de integrantes do programa e que estão aptos a acessar a rede de esgoto. A ação busca eliminar barreiras viabilizando, gratuitamente, as instalações intradomiciliares para a adesão ao sistema e ampliar o acesso aos benefícios do saneamento.
Cada novo imóvel conectado representa menos esgoto lançado de forma inadequada no meio ambiente, mais proteção aos recursos hídricos e melhores condições de saúde pública para a população. É por isso que, além das obras, ampliar o diálogo com as comunidades é uma estratégia fundamental da Ambiental Ceará para acelerar a universalização do saneamento nas cidades atendidas.
Postado por [email protected] em 15/jul/2026 -
O volume não tratado de esgoto vem dos mais de 6.500 imóveis que tem rede de esgoto disponível, mas não se conectam ao sistema de coleta e tratamento
Cidade com elevada disponibilidade de rede de esgoto, Barbalha ainda enfrenta dificuldades na adesão da população ao serviço. Atualmente, a cidade conta com mais de 6.500 imóveis factíveis, ou seja, a rede de coleta de esgoto existe e está ativa, mas as residências não estão conectadas. Se os proprietários desses imóveis realizarem a conexão às redes de esgoto, mais de 65 milhões de litros de esgoto mensais deixarão de ir para a natureza, e passarão a ser coletados e tratados.
A Ambiental Ceará, parceira da Cagece na operação e universalização do esgotamento sanitário em Barbalha e em outros 23 municípios cearenses, detalha que a rede de esgoto ociosa da cidade poderia estar atendendo cerca de 21 mil pessoas de diversos bairros. Entre as áreas como maior disponibilidade, está o bairro Cirolândia com mais de 1.200 imóveis que deveriam estar conectados, mas, não estão. A situação se repete em outros endereços do município, a exemplo dos bairros Malvinas e Bulandeira que contam, respectivamente, com 937 e 890 residências factíveis.
“O marco legal do saneamento básico assegura que até 2033 todos os municípios terão universalizado o serviço de esgotamento sanitário, no entanto, esse trabalho é coletivo. Após a implantação das redes e liberação para conexão dos imóveis, é importante que a população conecte as suas casas, impedindo o despejo de esgoto a céu aberto e garantindo a coleta e o tratamento adequado”, explica Tadeu Bezerra, gerente executivo da Ambiental Ceará.
O gestor comentou sobre o impacto do descarte de esgoto no meio ambiente sem tratamento. “Imaginar que 65 milhões de litros de esgoto estão indo direto para a natureza, sem nenhum processo de desinfecção e retirada das impurezas é preocupante, ainda mais em um local com importantes recursos hídricos, como Barbalha. Esse esgoto sem tratamento tem alto potencial para poluir rios, lagos, lenções freáticos, além de favorecer a proliferação de vetores como baratas, mosquitos, ratos e doenças”.
Saneamento em crescimento
As obras de ampliação da rede de esgoto no território barbalhense aumentaram desde o início da Parceria Público-Privada firmada entre Cagece e Ambiental Ceará. Em 2025, por exemplo, foram construídos 28 quilômetros de novas redes, abrangendo especialmente os bairros Malvinas, Bulandeira, Cirolândia e Bela Vista.
Mazé Dantas, moradora do Cirolândia, conta que já está conectada à rede, e defende que todos façam o mesmo. “Eu acho importante por vários motivos, o esgoto a céu aberto é feio e muito prejudicial, o odor é forte. Eu decidi fazer porque é uma preocupação a menos, a rua fica mais limpa. Acho interessante e todos deveriam se conscientizar em relação a isso, porque fica realmente uma cidade mais limpa”, destacou a crocheteira.
A relevância do serviço é frisada pelo enfermeiro Augusto Ferreira: “O serviço de saneamento existe para tornar melhores as condições de vida das pessoas e do meio ambiente, prevenindo doenças e promovendo a saúde, melhoria da dignidade e qualidade de vida da população. Isso se torna ainda mais singular quando lembramos que a maioria das doenças infectocontagiosas e parasitárias estão associadas à presença de esgoto a céu aberto ou falta de coleta de esgoto”, pontua Augusto, destacando os benefícios que a conexão ao sistema traz para os moradores.
PPP do esgotamento sanitário
A Parceria Público-Privada de esgoto firmada entre a Ambiental Ceará e a Cagece tem como objetivo universalizar os serviços de coleta e tratamento de esgoto em 24 municípios das regiões metropolitanas de Fortaleza e do Cariri, atendendo 4,3 milhões de cearenses. Ao todo, R$ 6,5 bilhões serão investidos em obras, levando esgotamento sanitário para 90% da população até o ano de 2033, e avançando para 95% em 2040.