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Conexão de condomínios à rede de esgoto reduz custos, riscos ambientais e contribui para gestão mais eficiente

Postado por [email protected] em 22/out/2026 -

Em Fortaleza, 286 condomínios contam com infraestrutura disponível para conexão ao sistema de esgotamento sanitário público, mas estão desconectados.

Ao construir um residencial ou condomínio, a empresa incorporadora precisa garantir no projeto a destinação adequada do esgoto gerado pelas unidades. Nas localidades onde ainda não existe a infraestrutura de esgotamento sanitário, a legislação exige que seja projetado, licenciado e operado um sistema próprio de tratamento. Mas, onde já tem a disponibilidade da rede de esgoto, a adequação e interligação ao sistema é obrigatória e ainda traz diversos benefícios aos responsáveis pelos condomínios.

Em Fortaleza, por exemplo, cerca de 70% da cidade já conta com a cobertura da rede de esgoto. Bairros como Salinas, Passaré, Maraponga, Itaperi e Damas concentram cerca de 106 empreendimentos, de um total de 286 condomínios no município que já têm a disponibilidade do serviço público de esgotamento sanitário, operado pela Ambiental Ceará, por meio da Parceria Público-Privada com a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), mas que não estão conectados.

Interligar unidades coletivas e grandes imóveis à rede de esgoto traz diversos benefícios para síndicos, empresas gestoras e moradores, como explica Fábio Arruda, diretor executivo da Ambiental Ceará:

“Além de atender à obrigatoriedade prevista no Marco Legal do Saneamento, a conexão à rede pública proporciona mais segurança operacional para os condomínios, reduz custos com manutenção e operação de sistemas particulares e elimina a necessidade de uma série de controles técnicos e ambientais que passam a ser responsabilidade da concessionária. Outro benefício importante é a destinação adequada do esgoto para tratamento, contribuindo para a preservação do meio ambiente, a proteção dos recursos hídricos e a melhoria da saúde pública”, destaca.

A coordenadora de Interação Social da Cagece, Sâmia Andrade, complementa que a utilização adequada do sistema de esgoto contribui para a saúde da população e o equilíbrio do meio ambiente. “A gente evita contaminação do lençol freático e do solo, além de evitar que o número de doenças por veiculação hídrica aumentem. É uma série de benefícios que estamos perdendo pela não interligação”, defende Sâmia.

Saúde e valorização imobiliária

Depois de mais de dois anos de experiências negativas, que incluem retorno de efluentes e problemas estruturais nas galerias pluviais, águas paradas com insetos e mau cheiro, além de custos mensais com a manutenção da Estação de Tratamento de Esgoto própria, o condomínio Reserva dos Ipês, no bairro Passaré, foi interligado à rede de esgoto pública em maio deste ano. O síndico e morador, Jordiam Duarte, enfatiza: “Foi a melhor solução para o nosso condomínio, o patrimônio de todos estava sendo desvalorizado. Agora, temos um ambiente mais limpo e saudável. Onde ficava parte da estrutura da ETE, por exemplo, deu lugar à ampliação do estacionamento para os moradores. Para nós, só tivemos benefícios com essa adesão”.

Nas localidades onde há disponibilidade da rede de esgoto, equipes da Ambiental Ceará realizam visitas contínuas aos empreendimentos, orientando síndicos, administradoras e responsáveis técnicos sobre as etapas do processo e apoiando a elaboração de projetos de viabilidade para a interligação dos imóveis ao sistema público.

Ao se conectar à rede de esgoto, o condomínio não apenas deixa de tratar o esgoto localmente, mas passa a integrar um sistema completo de coleta e tratamento, contribuindo diretamente para a redução da poluição, a preservação dos recursos naturais e a melhoria da qualidade de vida da população.

Serviço:
Para informações e orientações sobre como se conectar à rede de esgoto, basta entrar em contato com a Cegece pelos canais de atendimento disponíveis como a Central de Atendimento (0800.275.0195), o aplicativo Cagece App (disponível para Android e iOS) ou por meio da Gesse, assistente virtual que atende no portal da companhia (www.cagece.com.br).

Modernização reforça segurança do sistema de esgoto e proteção do Riacho Pajeú

Postado por [email protected] em 29/set/2026 -

A modernização contou com um investimento de R$4 milhões 

Em meio ao vai e vem da vida urbana, no coração do Centro de Fortaleza, uma complexa operação trabalha 24 horas por dia para ajudar a proteger um dos patrimônios históricos e ambientais da cidade: o Riacho Pajeú.

Margeada pelo riacho, a Estação Elevatória de Esgoto (EEE) Pajeú recebe e bombeia, ininterruptamente, uma média de 860 litros de esgoto por segundo provenientes de mais de 20 bairros da Capital com destino à Estação de Pré-Condicionamento de Esgoto (EPC). O sistema conta com um conjunto de quatro bombas, o que inclui uma reserva, com capacidade para realizar toda essa operação.

Para reforçar a eficiência e a segurança desse sistema, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), por meio da Ambiental Ceará, empresa parceira da companhia na operação do esgotamento sanitário em 24 municípios cearenses, investiu mais de R$ 4 milhões na modernização da EEE Pajeú com intervenções na estrutura, nas tubulações e nos equipamentos.

O investimento fortalece a operação da estação e contribui para a prevenção de extravasamentos, ajudando a preservar o Riacho Pajeú e a infraestrutura de saneamento que atende a milhares de fortalezenses.

O lixo que poucos veem: 19 caminhões de resíduos já foram retirados do sistema de esgoto em 2026

Postado por [email protected] em 17/set/2026 -

Até julho, o volume de resíduos retirados pela Ambiental Ceará das estruturas de tratamento de esgoto já equivale a cerca de 65% de todo o material removido no ano passado.

Fraldas, absorventes, sacolas plásticas, brinquedos e eletrônicos são alguns exemplos de resíduos descartados de forma inadequada em ralos, vasos e pias. Esse material percorre diariamente as estruturas da rede de esgotamento sanitário, podendo gerar entupimentos e aumentar a demanda por manutenção na operação do tratamento de esgoto.

Nas 24 cidades atendidas pela Ambiental Ceará, empresa parceira da Cagece na operação do esgotamento sanitário, de janeiro a julho de 2026 já foram retiradas mais de 190 toneladas de resíduos do processo de tratamento em Elevatórias e Estações de esgoto. Esse volume corresponde a aproximadamente 19 caminhões-caçamba cheios de lixo.

O número também já representa cerca de 65% do total de resíduos registrados em todo o ano de 2025, quando foram retiradas 294,68 toneladas nessas estruturas.

“Muito mais do que um resíduo que precisa ser retirado, o descarte inadequado pode afetar diretamente a operação do sistema e gerar impactos para a população. Quando o lixo chega às bombas e aos demais equipamentos, causam sobrecarga, interrupções do sistema e aumentam a necessidade de reparos, além de causar extravasamentos de esgoto na rua e nas casas”, explica o gerente executivo de Operações da Ambiental Ceará, Marco Aurélio Assoni.

Além dos resíduos sólidos, entre os principais “vilões” descartados na rede de esgoto, está o óleo de cozinha, como explica a professora doutora e pesquisadora em Recursos Hídricos, da Universidade Federal do Cariri (UFCA), Celme Torres. “O óleo não se dilui em água, quando esfria se solidifica e forma crostas nas tubulações, causando entupimentos completos e extravasamentos. Isso é grave na rede e nas estações de tratamento, pois dificulta as etapas do tratamento”, enfatiza.

A especialista reforça que a universalização do esgotamento sanitário também passa pelo bom uso, por parte da população, da rede de esgotamento sanitário: “O saneamento também se faz com hábitos conscientes e isso começa em cada residência”, destaca Celme Torres.

O que pode e o que não pode ir para o esgoto?
Sabendo que o problema pode começar em casa, é importante que a solução também comece. Pequenas atitudes diárias contribuem para o bom funcionamento do sistema de esgotamento sanitário e ajudam a evitar transtornos no cotidiano, além de contribuir para a preservação de rios e praias, principalmente ajudando a melhorar a balneabilidades dos mares. Confira o que pode ou não ser direcionado às tubulações de esgoto:

Pode – Águas resultantes do uso doméstico, como: águas de banho, pia da cozinha, máquina de lavar e descarga do vaso sanitário.

Não pode – Óleo de cozinha, gordura, absorventes, fraldas, preservativos, cotonetes, fio dental, cabelos, papel e embalagens, restos de comida, tecidos, medicamentos, areia, borra de café, lixo em geral.

Atenção: O óleo de cozinha deve ser armazenado em recipiente fechado como garrafa pets ou de vidro, e destinado a pontos de coleta apropriados.

Um erro comum: A água da chuva também não deve ser direcionada à rede de esgoto, pois pode causar sobrecarga e extravasamentos, especialmente durante os períodos chuvosos. As calhas das residências precisam ser direcionadas à rede de drenagem ou diretamente para a rua, caso seu bairro não disponha de sistema de drenagem.

Como o diálogo com as comunidades contribui para o avanço da adesão à rede de esgoto

Postado por [email protected] em 29/jul/2026 -

Iniciativa da Ambiental Ceará mobiliza mais de 2.400 lideranças comunitárias para aproximar moradores do saneamento e estimular a ligação dos imóveis ao sistema de esgoto disponível

 

“Eu queria resolver a ligação da minha casa à rede de esgoto há uns dois anos. Foi a Laurinete quem me explicou tudo e me ajudou”. O relato da moradora Cleudilene Silva, do bairro Barroso, em Fortaleza, representa um desafio que vai muito além da implantação de obras de saneamento. Embora mais de 324 mil imóveis, nas 24 cidades atendidas pela Ambiental Ceará, já tenham infraestrutura disponível para conexão ao sistema de esgotamento sanitário, muitos moradores ainda não realizaram a interligação.

Para aproximar esse diálogo das comunidades, a Ambiental Ceará, empresa do Grupo Aegea, desenvolve o Programa Afluentes. A iniciativa reúne moradores e lideranças comunitárias em ações de escuta como as rodas de conversa, visitas domiciliares, encaminhamentos às demandas locais, educação ambiental e orientação sobre os benefícios do esgotamento sanitário, fortalecendo a confiança entre a população e a empresa.

Desenvolvido pela área de Responsabilidade Social da Ambiental Ceará, o programa identifica moradores engajados em suas comunidades e os aproxima das ações em prol da universalização do saneamento. Atualmente, mais de 2.400 pessoas participam da iniciativa nas 24 cidades atendidas.

Lideranças que transformam informação em ação

Com isso, os Afluentes, como são chamados, tornaram-se verdadeiros agentes de transformação do saneamento em suas localidades, contribuindo com o aumento de adesão à rede. Um desses exemplos é a Laurinete Sales, moradora do Conjunto Sítio Estrela, no bairro Barroso, em Fortaleza. A líder comunitária foi quem orientou a sua vizinha e amiga, Cleidiane Silva, sobre como interligar a casa ao sistema de esgoto.

“O que a gente entende nessas conversas é que não tem como viver em uma casa sem o esgoto estar indo para o lugar certo. A ajuda da Laurinete foi muito importante para me ajudar a resolver e, hoje, graças a Deus está tudo certinho aqui em casa”, relata Cleudilene Silva que desde fevereiro deste ano está com sua casa interligada ao sistema de esgotamento sanitário.

Para a líder comunitária, Laurinete Sales, ao entender melhor sobre os benefícios do serviço de esgoto, ela consegue ajudar mais o seu bairro. “Eu sempre lutei muito pela nossa comunidade e com essas conversas a gente passou a olhar e a entender melhor sobre o quanto é bom para nossa saúde ter o saneamento. Vejo que todos aqui estão mais abertos ao diálogo”, enfatiza.

A diretora de Relações Institucionais da Ambiental Ceará, Águeda Muniz, reforça que esse diálogo com a comunidade é parte essencial da transformação social promovida pelo saneamento.  “Os Afluentes são esse importante elo de ligação entre as demandas das comunidades e as ações que a Ambiental Ceará vem realizando,  desde levar informações das nossas obras até a sensibilização de onde já tem rede disponível para que seus vizinhos possam se conectar”, explica.

Conexão Afluentes 

Outra iniciativa de mobilização comunitária, desenvolvida pela Ambiental Ceará, é o projeto Conexão Afluentes, que vai viabilizar a interligação de imóveis de padrão básico, de integrantes do programa e que estão aptos a acessar a rede de esgoto. A ação busca eliminar barreiras viabilizando, gratuitamente, as instalações intradomiciliares para a adesão ao sistema e ampliar o acesso aos benefícios do saneamento.

Cada novo imóvel conectado representa menos esgoto lançado de forma inadequada no meio ambiente, mais proteção aos recursos hídricos e melhores condições de saúde pública para a população. É por isso que, além das obras, ampliar o diálogo com as comunidades é uma estratégia fundamental da Ambiental Ceará para acelerar a universalização do saneamento nas cidades atendidas.

Barbalha deixa de tratar 65 milhões de litros de esgoto mensais por causa de residências que não conectam ao sistema

Postado por [email protected] em 15/jul/2026 -

O volume não tratado de esgoto vem dos mais de 6.500 imóveis que tem rede de esgoto disponível, mas não se conectam ao sistema de coleta e tratamento
Cidade com elevada disponibilidade de rede de esgoto, Barbalha ainda enfrenta dificuldades na adesão da população ao serviço. Atualmente, a cidade conta com mais de 6.500 imóveis factíveis, ou seja, a rede de coleta de esgoto existe e está ativa, mas as residências não estão conectadas. Se os proprietários desses imóveis realizarem a conexão às redes de esgoto, mais de 65 milhões de litros de esgoto mensais deixarão de ir para a natureza, e passarão a ser coletados e tratados.
A Ambiental Ceará, parceira da Cagece na operação e universalização do esgotamento sanitário em Barbalha e em outros 23 municípios cearenses, detalha que a rede de esgoto ociosa da cidade poderia estar atendendo cerca de 21 mil pessoas de diversos bairros. Entre as áreas como maior disponibilidade, está o bairro Cirolândia com mais de 1.200 imóveis que deveriam estar conectados, mas, não estão. A situação se repete em outros endereços do município, a exemplo dos bairros Malvinas e Bulandeira que contam, respectivamente, com 937 e 890 residências factíveis.
“O marco legal do saneamento básico assegura que até 2033 todos os municípios terão universalizado o serviço de esgotamento sanitário, no entanto, esse trabalho é coletivo. Após a implantação das redes e liberação para conexão dos imóveis, é importante que a população conecte as suas casas, impedindo o despejo de esgoto a céu aberto e garantindo a coleta e o tratamento adequado”, explica Tadeu Bezerra, gerente executivo da Ambiental Ceará.
O gestor comentou sobre o impacto do descarte de esgoto no meio ambiente sem tratamento. “Imaginar que 65 milhões de litros de esgoto estão indo direto para a natureza, sem nenhum processo de desinfecção e retirada das impurezas é preocupante, ainda mais em um local com importantes recursos hídricos, como Barbalha. Esse esgoto sem tratamento tem alto potencial para poluir rios, lagos, lenções freáticos, além de favorecer a proliferação de vetores como baratas, mosquitos, ratos e doenças”.
Saneamento em crescimento
As obras de ampliação da rede de esgoto no território barbalhense aumentaram desde o início da Parceria Público-Privada firmada entre Cagece e Ambiental Ceará. Em 2025, por exemplo, foram construídos 28 quilômetros de novas redes, abrangendo especialmente os bairros Malvinas, Bulandeira, Cirolândia e Bela Vista.
Mazé Dantas, moradora do Cirolândia, conta que já está conectada à rede, e defende que todos façam o mesmo. “Eu acho importante por vários motivos, o esgoto a céu aberto é feio e muito prejudicial, o odor é forte. Eu decidi fazer porque é uma preocupação a menos, a rua fica mais limpa. Acho interessante e todos deveriam se conscientizar em relação a isso, porque fica realmente uma cidade mais limpa”, destacou a crocheteira.
A relevância do serviço é frisada pelo enfermeiro Augusto Ferreira: “O serviço de saneamento existe para tornar melhores as condições de vida das pessoas e do meio ambiente, prevenindo doenças e promovendo a saúde, melhoria da dignidade e qualidade de vida da população. Isso se torna ainda mais singular quando lembramos que a maioria das doenças infectocontagiosas e parasitárias estão associadas à presença de esgoto a céu aberto ou falta de coleta de esgoto”, pontua Augusto, destacando os benefícios que a conexão ao sistema traz para os moradores.
PPP do esgotamento sanitário
A Parceria Público-Privada de esgoto firmada entre a Ambiental Ceará e a Cagece tem como objetivo universalizar os serviços de coleta e tratamento de esgoto em 24 municípios das regiões metropolitanas de Fortaleza e do Cariri, atendendo 4,3 milhões de cearenses. Ao todo, R$ 6,5 bilhões serão investidos em obras, levando esgotamento sanitário para 90% da população até o ano de 2033, e avançando para 95% em 2040.